essa semana eu li sobre planejar para o futuro, sobre desejar algo, sobre ter esperança,
e aí eu vi que aquilo tudo era verdade, que nós humanos estamos constantemente com esse sentimento de vazio, de incompletude. e será por que?
cada vez que nós chegamos ao fim de uma jornada e conseguimos algo que muito almejamos a graça some, o brinquedo perde a relusência e nós voltamos ao ponto inicial onde desejávamos algo que não tínhamos. e não importa o quão boa seja a vida que levamos, sempre temos do que reclamar,
não importa quanto dinheiro tenhamos, muito menos o quanto somos amados,
o nosso superego nunca nos permitirá a completude, a total realização, não importa o quão famoso você seja, ou quantas pessoas desejam ser como você, você sempre vai desejar em algum momento ser alguém diferente.
e quando eu entendi isso eu fiquei triste porque eu vi que não importa o quanto eu me esforce, eu posso ser o bastante para os outros, mas eu nunca vou ser o bastante para me satisfazer, eu nunca vou ter o bastante e eu sempre vou desejar algo impossível denovo, e esse ciclo maldito e interminável não vai me levar a lugar algum.
relatos de uma garota que não fala pouco e nem sempre fala coisas muito úteis, mas que fala.
domingo, 25 de março de 2012
domingo, 11 de março de 2012
terça-feira, 6 de março de 2012
eu
não faz mais sentido tentar tantas coisas e tantas pessoas
eu não faço mais sentido, eu não quero fazer desta forma.
hoje eu estou aqui mais uma vez, sem nenhum motivo
reclamando sem algum motivo, me perdendo no meu próprio traço
fugindo do que eu não conheço, ou me escondendo do que já conheci
covarde demais. pequena demais. solta demais.
será essa mesmo a cor dos olhos?
serão esses mesmos os corredores?
e por que agora esses sorrisos tão pálidos?
e por que agora esses rostos tão apáticos?
quem são vocês? não sou eu.
eu não faço mais sentido, eu não quero fazer desta forma.
hoje eu estou aqui mais uma vez, sem nenhum motivo
reclamando sem algum motivo, me perdendo no meu próprio traço
fugindo do que eu não conheço, ou me escondendo do que já conheci
covarde demais. pequena demais. solta demais.
será essa mesmo a cor dos olhos?
serão esses mesmos os corredores?
e por que agora esses sorrisos tão pálidos?
e por que agora esses rostos tão apáticos?
quem são vocês? não sou eu.
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